segunda-feira , 16 dezembro 2019
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SUSPENSÃO DE RESSOCIALIZAÇÃO DE PRESOS EXPÕE CAÓTICA SITUAÇÃO DE UNIDADE PRISIONAL EM PONTA PORÃ

Familiares de internos que tiveram beneficio suspenso por ordem judicial se manifestam em Ponta Porã e entregam abaixo assinado a defensor público.

A suspensão do beneficio colocou na corda bamba a reinserção social dos condenados que já cumpriram parte da pena imposta e expoe a atual situação do prédio do regime semi aberto de Ponta Porã, onde segundo os familiares, um mandado de segurança expedido pela Exma Sra. ministra Laurita Vaz, todos os internos do regime semiaberto que podiam visitar seus familiares nos finais de semana e feriados durante o dia e voltar para dormir as 19:30 horas, agora terao que se apresentar nos sábados as 13:00 horas (após expediente) e sair somente na segunda feira as 6:00 horas da manha, porem as condições da unidade penal de regime semiaberto de Ponta Porã são precárias e não suportam durante esse período os 162 internos em uma área preparada para atender a 100 internos.

Segundo os familiares, no día 25/05/2019 dentro das instalações da unidade, na área do alojamento 2 houve um principio de incêndio, devido a problemas na instalação elétrica, logo após, houve outro principio de incêndio, porem este não foi relatado ao corpo de bombeiros da cidade, durante os dias de semana, no período da noite não há agua suficiente para que os internos façam sua higiene pessoal, e no primeiro fim de semana em que os internos se apresentaram para cumprir a referida ordem também faltou agua durante grande parte do sábado e domingo, assim como a energia elétrica, que ficava o tempo todo caindo, tendo os agentes da unidade que colocar um interno para tirar o disjuntor que e uma proteção para rede e que teve que funcionar em ligação direta para que parasse de cair a chave, situação que colocou em risco a vida dos internos e da própria estrutura do prédio, que se encontra sem as mais mínimas condições de receber visita dos familiares, pois conta com espaço e pequeno, sem bancos ou cadeira ou qualquer tipo de conforto para receber tantas famílias.

Os familiares tambem manifestaram sua indignação contra o tratamento recebido de parte dos agentes penitenciários da referida unidade, que parecem estar ali contra a vontade, e qualquer ato reivindicatório dos internos para com o diretor da unidade estaria acabando em ameaças pela que nenhum interno teria a coragem de ir para reunião ou até participam temendo uma represarias, já que durante a reunião a palavra “bonde”, transferência e deixada clara aos que não comungam com as diretrizes e desejos do diretor da unidade.

Situação que coloca os internos em xeque já que muitos não querem ou não podem sair da cidade devido aos seus familiares morarem em Ponta Porã ou o mesmo trabalharem na cidade, esta situação acabando com toda a coragem de uma manifestação dos internos em pedir qualquer melhoria ou conforto no descanso para um novo dia de trabalho, segundo os familiares, nos dias de chuva os internos terem que colar sacos plásticos no forro dos alojamentos para que escorra a agua da chuva que cai em cima das beliches, isso quando não chove durante o dia e quando se apresentam para pernoite os colchoes e alojamentos estão totalmente molhados.

Os familiares manifestaram que já solicitaram varias vezes para o diretor da unidade Rodrigo Borges Marques, uma solução referente os percevejos que tomam as celas e colchoes, porem nada foi feito até a data, onde os internos dormem em beliches em péssimas condições amarradas calcadas com tijolos, sem contar as beliches compradas pelos internos, pois não ha beliches suficientes na unidade e os internos tiveram que comprar, diz um dos familiares que criticou a atitude do diretor em razão de que o mesmo autoriza a entrada da beliche, mas que não pode ser levada embora após cumprir a totalidade da pena, outros dos problemas apontado pelos familiares são os vasos sanitários entupidos, torneiras vazando agua, caixas de descarga sem funcionar ou quebradas.

A situação caótica foi colocada em conhecimento do defensor publico e dos integrantes dos Direitos Humanos do estado do Mato Grosso do Sul que devera verificar a situação e definir a situação dos internos do semi aberto prisional de Ponta Porã, segundo manifestaram os familiares que esperam uma rápida decisão, que caso não exista as manifestações poderá acabar com fechamento de ruas e portas de prédios públicos em Ponta Porã, onde a decisão judicial abortou os benefícios ganhos pelos que já cumpriram parte de sua condena e devem se preparar para voltar ao convívio no meio da sociedade.

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