sexta-feira , 23 agosto 2019
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO MS ENTRA NA MIRA DE POLICIAIS CIVIS APOSENTADOS

Um grupo de 20 policiais civis aposentados vai ajudar em casos de violência contra mulher, investigados na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande. Esta colaboração de forma voluntária vai ocorrer durante duas semanas, começando por esta segunda-feira (15).

A intenção é colaborar por este período curto, analisando e ouvindo vítimas e testemunhas de casos que ocorreram em 2017 e 2018, agilizando o trabalho da delegacia especializada, que neste momento está concentrada nas ocorrências de 2019, que foram colocadas como prioridade.

Esta ação voluntária surgiu de Ana Maria Vieira, de 55 anos, que trabalhou durante 28 anos da polícia e está aposentada há 10 anos. Ela disse que ficou preocupada com o aumento de casos de violência doméstica e feminicídios e por isso resolveu montar um grupo no “whatApp”, para ajudar de alguma forma.

“Conversamos com outros policiais aposentados, e resolvemos ajudar. Já trabalhei 10 anos na delegacia da mulher e entendo que vai ser uma troca de experiência, passar o que a gente aprendeu na prática, com os novos procedimentos”, disse Ana Maria.

Delegada titular da Deam, Joilce Silveira, durante entrevista (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegada titular da Deam, Joilce Silveira, durante entrevista (Foto: Henrique Kawaminami)

Ajuda – Mesmo pensamento de Nelson Moraes, 61, que trabalhou na Defron (Delegacia Especializada em Repreensão aos Crimes de Fronteiras), em Dourados e está aposentado há 9 anos. “Estamos empolgados para ajudar, na minha época era outro sistema, mas vamos nos adaptar. Enjoei da praia”, brincou ele.

Dilma Fernandes, 65, que vai fazer parte do grupo, lembra que na sua época não tinham nem computador. “Era na máquina de escrever, tinha que decorar muita coisa, agora é outro sistema. Estava curtindo e cuidando dos netos, mas vou voltar para ajudar”.

Funções – A delegada Joilce Silveira, titular da Deam, explicou que o grupo vai se concentrar em 500 processos, de anos anteriores, ouvindo testemunhas e vítimas, em um trabalho que a sua equipe iria demorar de 2 a 3 meses para fazer, mas agora será finalizado em duas semanas. “Vamos fazer a devida capacitação sobre sistema e procedimentos para o trabalho”.

Fonte www.campograndenews.com.br

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