terça-feira , 17 setembro 2019
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JOVEM DESAPARECIDA NA FRONTEIRA TERIA SIDO INCINERADA APÓS ASSASSINADA NO INTERIOR DO MS

Devastada e recebendo amparo de parentes e amigos, Dija Alves Corrêa Flores, 67, passa por tratamento psicológico para se recuperar do choque com a notícia sobre o assassinato da filha, Nathália Alves Corrêa Baptista, 27, que teria sido morta em Porto Murtinho –a 431 mil de Campo Grande– e tido o cadáver incinerado. A família, neste momento, junta forças para contar a verdade à filha da vítima, de apenas 6 anos, enquanto ainda recebe informações sobre a brutalidade do crime.

“Estou sem chão. O que fizeram com minha filha foi brutal”, afirmou Dija ao Campo Grande News, por telefone, no sábado (07). Ao lado dela, é a irmã, a dona de casa Deize Alves Corrêa, 63, quem presta mais informações sobre o insólito caso sob investigação, que teve início como um desaparecimento em meados de julho e evoluiu para um crime que, até aqui, resultou na prisão de José Romero (37) gerente de uma pousada em Porto Murtinho, com quem Nathália manteria um relacionamento, e a empresária identificada como, Regiane Marcondes Machado (33), que seria amante do gerente da pousada.

Deize afirma que Nathália era servidora municipal em Campo Grande, trabalhando como auxiliar administrativa em uma escola e, antes do desaparecimento, havia apresentado pedido de licença e, na sequência, de férias, para prosseguir tratamento de depressão. Ela escolheu ir a Porto Murtinho, cidade na qual viveu até os 12 anos. “Ela conhecia todo mundo, gostava muito de ir para lá’, contou a tia.

As notícias sobre o passeio, logo, deram lugar à apreensão pelo desaparecimento, em julho. “Até os primeiros 20 dias a gente tinha esperança de encontrar ela viva, mas, depois, os dias foram passando e as chances, diminuindo”, disse Deize, que logo se revolta em relação às informações sobre o assassinato da sobrinha.

“Está muito difícil para a gente. Ninguém merece uma morte tão violenta quanto essa. Esses dois (os suspeitos) são psicopatas afirmou”, revelando, ainda, acreditar haver mais detalhes que ainda não foram relatados.

Nathália foi vista pela última vez em 15 de julho, ao deixar a casa de uma amiga. Em 19 de agosto, Romero foi preso ao se apresentar à DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), tornando-se suspeito diante do fato de ter sido a última pessoa a falar com a servidora por telefone.

Relembre o caso http://poranews.com/?p=41174

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