quarta-feira , 19 junho 2019
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“ACQUA” SE POSICIONA CONTRA MÉDICOS DE PONTA PORÃ E ENTRA EM ROTA DE COLISÃO COM VEREADORES

A sessão ordinária de terça-feira (04), na Câmara Municipal de Ponta Porã foi marcada por um intenso debate a respeito da situação preocupante envolvendo os profissionais que atuam no Hospital Regional Dr. José de Simone Netto. Os parlamentares receberam um documento encaminhado pelo Escritório de Advocacia da Dra. Ana Flávia da Costa Oliveira Vieira e da Dra. Roberta Soto Maggioni Giumarresi, alertando sobre o risco de os médicos locais deixarem de atender no hospital, sendo excluídos dos processos de contratação por parte do Instituto Acqua, novo gestor do Regional.

Os médicos denunciam que a Organização Social Acqua, escolhida pelo Governo do estado do Mato Grosso do Sul para administrar o hospital adotou critérios que privilegiam empresas médicas de fora da cidade excluindo os profissionais locais na hora de contratar prestadores de serviços.

Ao tomarem conhecimento da situação, os vereadores se posicionaram ao lado dos profissionais locais. “Somos parceiros da classe médica pontaporanense. Acredito que falo em nome de todos os meus colegas. No que depender desta Casa de Leis, a organização responsável pela gestão do hospital deverá rever seu posicionamento e dialogar com os profissionais da área médica. Sabemos que esta situação poderá inclusive gerar muitos problemas, prejudicando diretamente a população não só de Ponta Porã, mas dos municípios vizinhos, que depende do Hospital Regional”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Candinho Gabínio (PSDB).

Os vereadores, que já criaram uma comissão especial para acompanhar a situação da antiga gestora, a Gerir, demonstram preocupação com a situação e defendem o diálogo para solucionar o problema. “Quando apenas uma parte, no caso os médicos, quer dialogar, é sinal de que existe um grave problema. E não poderemos ficar calados diante desta situação que, se evoluir, poderá resultar em prejuízo à população que depende do hospital que atende pelo SUS”, declarou Candinho

Ficou definido que a Câmara Municipal vai acompanhar atentamente a situação, procurando sempre defender os interesses dos moradores da fronteira e também que os profissionais locais não sejam prejudicados. Os médicos informaram inclusive que teriam uma audiência com o prefeito Hélio Peluffo Filho no final da tarde de terça-feira, para buscar apoio neste embate com a organização social que gerencia o Hospital Regional.

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