sábado , 17 agosto 2019
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MULHERES APRESENTAM ESTRATÉGIAS PARA COMBATER FEMINICÍDIO NO MS

Capacitar os profissionais que atuam no atendimento a mulher, fortalecer a rede de atendimento a mulher no interior do Estado e realizar campanhas educativas permanentes foram algumas das inúmeras proposições feitas por mulheres na segunda reunião pública do Comitê Estadual de Combate ao Feminicídio, no Plenário Deputado Júlio Maia, na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), na tarde de quinta-feira (25).

A discussão de medidas estratégicas para combater o feminicídio em Mato Grosso do Sul foi ampliada para legitimar a atuação do comitê. “Feminicídio é uma questão legal, uma tipificação penal e para que a gente pudesse ter ideias estratégicas e ampliada  e para colocar em prática iniciamos a conversa com entre o governo e o sistema judiciário. Porque mesmo com o tanto que a gente faz, ainda temos mulheres morrendo. Começamos a pensar no que a gente poderia fazer de mais e melhor e para ser legítimo precisamos da participação das mulheres”, aponta a subsecretária especial de cidadania, Luciana Azambuja.

Além de representantes do poder legislativo, do governo estadual e do judiciário, participaram a reunião pública mulheres negras, quilombolas, camponesas, líderes religiosas, indígenas e mulheres com deficiência que apresentaram as demandas. “Isso é importante quando a gente quer fazer uma campanha que não é do governo, é do Estado”, afirmou a subsecretária especial de cidadania.

Já a coordenadora do Parlamento Feminino disse, “Não podemos mais permitir que isso aconteça. Vamos trabalhar, sempre com apoio das coordenadorias de atendimento à mulher, o acolhimento e a orientação para que na primeira agressão que essa mulher sofra, sinta-se fortalecida e segura para denunciar e procurar e independência”, afirma Anny.

A indígena Rute Poquiviqui falou da dificuldade de acesso a rede de proteção mesmo em Campo Grande, já as aldeias que as aldeias ficam distantes das delegacias e até mesmo da CMB (Casa da Mulher Brasileira).

15 mulheres mortas

Em menos de quatro meses, o registro de feminicídio já representa metade dos casos contabilizados em 2018. De 1° de janeiro até 25 de abril, 15 mulheres morreram em Mato Grosso do Sul. Dos casos registrados, a morte de Ivelin Aparecida Alves dos Santos, de 46 anos, assassinada pelo próprio sobrinho na tarde da última sexta-feira (19) na Vila Santo Amaro, em Campo Grande, ainda é investigada. O número de tentativas de feminicídio no Estado já chegou a 30 casos.

Fonte www.campograndenews.com.br

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