domingo , 15 setembro 2019
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LUTA CONTRA A DENGUE UNE MORADORES DA REGIÃO DE FRONTEIRA

“A luta contra a dengue não é isolada, é de todos”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Dr. Patrick Derzi, diante da situação de aumento no número de casos neste período de intensa proliferação da doença. O trabalho de combate é intenso em Ponta Porã, com a realização de inúmeros e sucessivos mutirões. A epidemia de dengue é uma ameaça real no Estado porque vem aumentando o número de casos de uma forma preocupante.

O secretário de Saúde lembra que combater o mosquito é simples: basta eliminar todos os focos de água parada que existem nas residências onde o mosquito põe seus ovos. “Juntos vamos vencer a dengue”, reforça. Os números da dengue preocupam em todo o Estado. De janeiro até aqui, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) notificou 14.060 casos em MS. O número é 765,7% maior que os primeiros três meses de 2018, quando apenas 1624 casos tinham sido notificados. Nossas equipes estão nas ruas orientando a população. “Faça a sua parte, elimine os focos de água parada, previna a doença e proteja a sua família”.

O que está crescendo é a quantidade de terrenos baldios sem carpir em meio ao matagal, acúmulo de lixos, principalmente plásticos em terrenos abandonados e muitas vezes nos fundos de casa, pessoas passeando de carro e jogando. O secretário de Saúde salienta que o lixo na via causa entupimento dos bueiros e causa enchentes, descarte de garrafas e latinhas em terreno alheio, acúmulo de lixo em frente de casa no chão e não em lixeira adequadamente, descarte de lixo em via pública em algum lugar da cidade distante da moradia, pneus abandonados e descarte de móveis velhos utilizáveis no terreno do vizinho que não está por perto.

“Simplificando para parar de aumentar a lista é necessário conscientização”, salienta Dr. Patrick Derzi. A secretaria de Saúde vem realizando periodicamente intensa mobilização nos bairros. O objetivo é reduzir os índices de infestação do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença naquela região, onde segundo o Controle de Vetores da Secretaria de Saúde, foi o bairro que mais alto índice de proliferação indicou.

O mutirão acontece regularmente em vários pontos da cidade e deve se estender em toda a cidade, dando ênfase aos locais onde a infestação do mosquito é maior: “Fizemos um levantamento em todas as regiões do município e detectamos que aqui no Ipê II, a situação é mais preocupante. Mas isso não quer dizer, que vamos descuidar dos outros bairros. Começamos no Ipê II, pelo maior índice registrado e vamos para todos os bairros de Ponta Porã”, afirmou Denis Freitas, coordenador de controle de vetores da secretaria de saúde do município.

“O que percebemos é que a população tem se descuidado. Encontramos criadouros do mosquito no lixo domiciliar (sacos plásticos, potes de margarina, materiais descartáveis) e depósitos móveis de fácil remoção (bebedouros de animais, água armazenada em baldes, tonéis e caixas)”, afirmou.

Segundo ele, com o período de chuvas o risco aumenta. “Os números são pequenos em relação a outras épocas. Porém, não podemos descuidar. A dengue nos preocupa muito e, por isso, estaremos desenvolvendo atividades de prevenção”, assegurou o secretário municipal de saúde, Patrick Derzi. O trabalho em forma de mutirão será realizado em vários pontos da cidade, inclusive distritos.

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