quarta-feira , 20 março 2019
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GOVERNO DA BOLÍVIA SOFRE DURAS CRÍTICAS AO MANTER BRASILEIRA PRESA SEM DIREITO A DEFESA E SENDO UTILIZADA COMO OBJETO SEXUAL

Eva C. A, uma brasileira de 21 anos, foi condenada a três anos de prisão na Bolívia, sem a assistência de um advogado de defesa. Além disso, Eva estaria sendo vítima de constantes estupros por soldados responsáveis ​​pela guarda da prisão em Rurrenabaque, Departamento de Beni, onde ela está sendo mantida há mais de um ano.

As informações são do jornal boliviano Eju! Tv.

Segundo o senador da bancada da oposição Unidade Democrática (UD), Yerko Nunez, que relatou o incidente, ele pediu a intervenção das autoridades do Ministério de Governo tanto boliviano quanto brasileiro.

Conforme testemunho da vítima: “Eu engravidei uma vez, e eles me deram (pílulas) para abortar”, disse a brasileira ainda identificando sete mulheres uniformizadas que constantemente a atormentavam, chegando de apontar uma arma de fogo para a brasileira enquanto ela prestava depoimento.

Nunez disse que a brasileira foi acusada de roubo e que, apesar de ter devolvido o dinheiro, foi condenada a três anos de prisão sem a assistência de um advogado, o que violava seus direitos previstos na lei boliviana.

“Ela tem 21 anos e não tem documentos. A senhorita Eva C. A. não tem contato com sua família, não possui defesa pública. O próprio promotor responsável reconhece que a condenação não está sendo justa, porém fala-se nos corredores que ela permanecerá por três anos, sendo que em um ano de prisão ela já sofreu estupro “, explicou em uma conferência de imprensa.

O legislador reuniu-se com o promotor da região, Orlando Aramayo. “Ele reconhece que esta jovem não teve uma defesa pública, isto é, ela foi condenada sem defesa pública e eles a mantêm presa em Rurrenabaque”.

A carta foi enviada ao embaixador brasileiro, Enrique Diaz Octavio Garcia Cortes, juntamente com um vídeo que registra o depoimento da vítima para que o Governo brasileiro tome medidas sobre o assunto e assuma a defesa de sua cidadã.

Núñez explicou que os carcereiros, do capitão ao último sargento, forçaram a jovem a tomar pílulas abortivas “porque estava grávida”. “Ela foi detida por mais de um ano na prisão, não teve defesa pública e alega violação de seus direitos, estupro em sua cela durante a noite”, finaliza.

Fonte correiodamanha.com.br

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