domingo , 24 março 2019
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PARAGUAIA PODE TER SIDO EXECUTADA EM PONTA PORÃ EM BRIGA POR HERANÇA APONTA INVESTIGAÇÕES

O assassinato da paraguaia Juana Bautista Torres Vera (41), ocorrido na segunda-feira (7) em Ponta Porã, segundo as primeiras investigações, pode ter sido motivado por uma batalha judicial que ela travava com o ex-enteado após a morte do ex-marido.

Campo Grande News apurou que Evandro Cabral da Rosa, de nacionalidade brasileira, mas que mora em território paraguaio, é o principal suspeito de ter contratado os pistoleiros para matar a ex-madrasta e o filho de Juana e meio-irmão de Evandro, L.M.T.R. (16), também estava na caminhonete Toyota Hilux SW4 crivada de balas por volta de 13:00hs de segunda feira na área central de Ponta Porã.

Segundo informações, ainda não há pistas se o adolescente também era alvo dos matadores. Ele sofreu apenas ferimentos leves causados por vidros estilhaçados e um disparo de raspão e teria acompanhado o resgate da mãe enquanto bombeiros socorreram a vítima ao hospital. Atingida com oito tiros de pistola 9mm, Juana morreu antes de receber atendimento médico. A reportagem apurou na fronteira que Evandro Cabral da Rosa estaria residindo em território paraguaio.

Briga judicial – O Campo Grande News encontrou um processo judicial em tramitação na comarca de Ponta Porã, movido por Evandro contra Juana Bautista Torres Vera. Também aparece como autora Margareth Cabral da Rosa.

Em agosto do ano passado, o juiz da 1ª Vara Cível de Ponta Porã Adriano da Rosa Bastos decretou, a pedido dos advogados de Evandro Rosa, a indisponibilidade de três imóveis pertencentes a Juana Vera, dois no município de Bela Vista (MS) e outro em Dourados. Na mesma sentença, o juiz indeferiu o pedido de bloqueio das contas bancárias de Juana.

Na sentença, o juiz citou que os autores da ação tinham interesse na conservação de seu quinhão hereditário, “sendo justificável o temor de que a requerida desvie o patrimônio em questão, causando-lhes sérios e irreparáveis prejuízos quanto ao direito de reserva hereditária”.

Duas audiências de conciliação tinham sido marcadas e canceladas porque a Justiça não conseguiu intimar Juana Bautista Vera. Uma nova audiência estava agendada para o dia 7 de fevereiro deste ano.

Veja o caso http://poranews.com/?p=34459

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