sexta-feira , 14 dezembro 2018
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AÇÕES CONJUNTAS DE AUTORIDADES INTENSIFICARA COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA FRONTEIRA

Os números relacionados à violência contra a mulher no Brasil são preocupantes. A cada 2 minutos ocorrem 5 espancamentos. A cada uma hora são 503 agressões físicas e a cada 2 horas uma mulher é morta por feminicídio. Em Mato Grosso do Sul, de janeiro até o dia 15 de novembro deste ano, foram registrados 15.457 boletins de ocorrência nas delegacias de polícia espalhadas por todo o estado dando conta de agressões às mulheres. 14.144 boletins de ocorrência registram ameaças. Este ano foram denunciados 1.626 estupros e ocorreram 26 mortes violentas de mulheres, além de 66 tentativas de feminicídio, 43% a mais do que no ano passado.

Em Ponta Porã, os números também impressionam. De janeiro até o começo de novembro deste ano, o Centro de Atendimento à Mulher (CAM), especializado no acolhimento às vítimas de violência promoveu 705 atendimentos. O CAM é um dos órgãos que formam uma rede de proteção às mulheres vítimas de violência, que envolve órgãos policiais, Defensoria e ministério Público, Poder Judiciário, órgãos da Assistência Social, Saúde e Educação, dentre outros.

Estas estatísticas alarmantes foram expostas durante a audiência pública para debater ações de enfrentamento à violência contra a mulher promovida pela Câmara Municipal de Ponta Porã na tarde de quarta-feira, 28 de novembro. O evento contou com a presença de autoridades do Brasil e Paraguai. Proposta pela vereadora Anny Espínola, 1ª secretária da Câmara Municipal, a audiência teve como principal objetivo dar voz às mulheres vítimas de violência dentro e fora de casa.

Também a oportunidade para que as autoridades dos setores de segurança, assistência social, saúde, educação, dos dois lados da fronteira pudessem estreitar relações, discutir ações conjuntas e, principalmente, aprender muito nesta tarefa diária de prevenção e combate à violência.

“Queremos mostrar que não estamos indiferentes a um problema social gravíssimo que é a violência contra a mulher. Aqui na fronteira existe inclusive um agravante: muitos agressores cometem o crime num lado e fogem para o outro lado da fronteira, ficando impunes perante a lei. Por isso que queremos abrir espaço para que brasileiro se paraguaios possam enfrentar juntos o problema e, em parceria, encontrar as melhores soluções”, declarou a vereadora Anny Espínola.

Estiveram presentes representantes da Defensoria Pública, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e do Departamento de Amambay, Presidência da República do país vizinho, polícias Civil e Militar, Prefeitura de Ponta Porã e muitos representantes de entidades e instituições que atuam diariamente no enfrentamento da questão.

A subsecretária de Políticas Públicas para a Mulher, do Governo do Estado, Luciana Azambuja, apresentou números e também resultados de ações empreendidas no Mato Grosso do Sul. “O primeiro passo é falar sobre este tema. Denunciar sempre os casos de abusos, pois o ciclo de violência não termina. Muitas vezes a vítima se comove com um pedido de desculpas emocionante do agressor. Passa o tempo e dias depois ela volta a sofrer violência tanto física quanto psicológica e demais tipos de agressões. Está comprovado que a ameaça precede o feminicídio, a forma mais violenta de agressão à mulher. Quando o homem fala para a mulher que se ela não for dele não será de mais ninguém ou que não vai aceitar que outro homem o substitua, pode esperar que vem coisa muito grave. O jeito é denunciar, pois o agressor não vai parar enquanto não acabar com a vida da vítima. E isso não precisa ser feito apenas pela vítima. Qualquer pessoa que sabe de casos de violência contra a mulher pode e deve denunciar. Em briga de marido e mulher a gente tem que meter a colher sim!”, alertou Luciana Azambuja.

A audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Ponta Porã é tão oportuna que ocorreu num momento em que foi deflagrada uma campanha mundial pelo fim da violência contra as mulheres que ocorre desde o dia 25 de novembro e vai até 10 de dezembro. “16 dias de ativismo” é o nome da campanha que envolve diversos órgãos ligados ao tema. Através dela, a sociedade é alertada sobre os mais diversos tipos de violência e também os meios para efetuar denúncias. Para isso a Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas para Mulheres disponibiliza um telefone, 67-3361-6191 e ainda incentiva as pessoas a efetuarem denúncias através dos telefones 190 e 180.

Também é possível buscar auxilio através dos telefones da 1ª Delegacia da Polícia Civil- Plantão 67- 3431-7772, da Polícia Civil – Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) 67-3431-3771, do Centro de Atendimento à Mulher (CAM) 67- 99645-8824.

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