sexta-feira , 14 dezembro 2018
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VEREADORES LIBERAM QUEBRA DE DECORO PARLAMENTAR NO INTERIOR DO MS

No dia 11 de setembro, quando a transmissão ao vivo da sessão da Câmara de Vereadores de Dourados marcou o tempo de 2h42 (duas horas e quarenta e dois minutos), o vereador Olavo Sul (Patriota) se levantou para suceder o vereador Alan Guedes (DEM) na tribuna da Câmara, quando o vereador Júnior Rodrigues (PR), líder da prefeita Délia Razuk (PR) no Legislativo, deixou escapar o seguinte comentário no microfone dele: “Lá vai o Olavo. Quer ver ele falar um monte de merda? Fica ouvindo, fica ouvindo esse cara. Não aguento mais”. A quebra de decoro foi denunciada com exclusividade pela Malagueta e, ao tomar conhecimento dos ataques o vereador Olavo Sul pediu à direção-geral da Câmara Municipal a degravação do áudio e, posteriormente, adotou as medidas legais previstas no Regimento Interno da Câmara de Vereadores para assegurar que seu mandato fosse respeitado da mesma forma que ele respeita o mandato dos demais parlamentares. “Não é me atacando que esse pessoal vai me intimidar. Seguirei colocando o mandato a serviço da população, ainda que isso contrarie eles”, desabafou Júnior Rodrigues à coluna. Pois bem, passados dois meses a presidente da Câmara de Vereadores, Daniela Hall (PSD) colocou em votação ontem o parecer que abriria o processo ético-disciplinar contra Júnior Rodrigues por quebra de decoro parlamentar, e advinha: por 10 votos a 7 os nobres representantes do povo de Dourados decidiram liberar a quebra de decoro e a partir de agora todo vereador está livre para esculachar o colega. Vai vendo.

Bancada Indecorosa

Com votos de Cido Medeiros (DEM), Juarez de Oliveira (MDB), Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB), Pedro Pepa (DEM), Carlito do Gás (Patriota), Jânio Miguel (PR), Bebeto (PR), Silas Zanata (PPS) e Romualdo Ramim (PDT) escapou do processo por quebra de decoro parlamentar. A bancada indecorosa chegou ao ponto de, por intermédio do vereador Bebeto, defender que Júnior Rodrigues não deveria ser punido porque os ataques ao colega Olavo Sul foram “sem querer querendo”. Chama o Chaves!!!

Vereadora Estreante

A vereadora Lia Nogueira (PR) mostrou personalidade logo na primeira sessão e votou a favor da abertura de processo ético disciplinar contra o líder da prefeita. “Apesar de estar chegando nesta Casa de Leis, não posso me calar diante de qualquer ofensa a um colega, porque se assim o fizer posso ser a próxima vítima”, enfatizou Lia Nogueira. Logo na sua primeira sessão ordinária a debutante Lia Nogueira deu uma lição de moral naqueles que em nome de interesses próprios relativizam a moral e o decoro.

Bancada Decorosa

Além de Lia Nogueira, também votaram a favor da abertura de processo ético contra Júnior Rodrigues os vereadores Alan Guedes (DEM), Madson Valente (DEM), Marçal Filho (PSDB), Sérgio Nogueira (PSDB), Olavo Sul (Patriota) e Elias Ishy (PT). No final o placar ficou definido da seguinte forma: 10 votos a favor da impunidade e 7 votos a favor do decoro parlamentar. Pelo resultado do placar a sociedade pode medir o compromisso que a Câmara de Vereadores de Dourados tem não apenas com o decoro dos seus pares, mas, sobretudo, com a ética, a retidão e a probidade.

Cobrança nas Urnas

Os eleitores bem que poderiam fazer uma listinha com os nomes de Cido Medeiros, Juarez de Oliveira, Idenor Machado, Cirilo Ramão, Pedro Pepa, Carlito do Gás, Jânio Miguel, Bebeto, Silas Zanata e Romualdo Ramim para cobrar a fatura daqui dois anos, quando esse povo voltará às ruas em busca de voto. A moralização da política deve começar pela base, de forma que todos aqueles que ficam contra o decoro não merecem voto e, tampouco, respeito do eleitor. Pense nisso!

Imoralidade Repetida

O mais triste é que não foi a primeira vez que um vereador falou besteira durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Dourados com o microfone aberto. No início do ano, durante votação do projeto de lei que alterou o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores municipais, o vereador Juarez de Oliveira (MDB), que ontem votou a favor da impunidade, também esqueceu de desligar o microfone e deixou vazar áudio onde insinuou que “por qualquer R$ 200 mil votaria o projeto” que tirou direitos dos servidores municipais.

Fonte https://diarioms.com.br

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