sexta-feira , 16 novembro 2018
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PDT DE ODILON CHEGA DIVIDIDO NA RETA FINAL DA CAMPANHA PELO GOVERNO DO MS

Quem entende de política e, sobretudo de disputa eleitoral, garante que o mais importante numa campanha é chegar inteiro na reta final, sem divisão de grupos ou disputa de egos, com o discurso afinado e com as contas em dia. Essa receita foi desprezada pela coordenação da campanha eleitoral de Odilon de Oliveira (PDT), a começar pela forma como o cacique-mor pedetista João Leite Schimidt foi demitido da coordenação-geral para dar lugar ao vereador Odilon de Oliveira Filho (PDT).

Também erraram na dose ao tentar impor uma mordaça no deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que junto com seu fiel escudeiro Serginho Castilho, ditava os rumos da campanha, a ponto de conseguir impedir a eleição de Reinaldo Azambuja (PSDB) no primeiro turno. Ontem, por exemplo, o Diretório Estadual do PDT reuniu os principais nomes do partido para discutir a estratégia da reta final e dar aval à tentativa de Odilon de Oliveira de colar no candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), já que a Executiva Nacional do PDT barrou qualquer aproximação por entender que o melhor nome neste segundo turno é o petista Fernando Haddad. Depois de mais de 10 horas de reunião, a cúpula estadual do PDT decidiu que Odilon de Oliveira poderia declarar apoio aberto ao candidato Jair Bolsonaro, mas a decisão recebeu críticas de pedetistas históricos que não concordam com essa tentativa do ex-juiz de colar no candidato de extrema-direita.

Vidigal no Grupo

O secretário de Saúde de Dourados, Renato Vidigal (PDT), que pertence ao comando estadual do partido, foi à Campo Grande participar da reunião da cúpula pedetista. Renato ponderou que em Dourados a prefeita Délia Razuk (PR) está fechada com Reinaldo Azambuja e que, por isso, ele teria que seguir o mesmo caminho, apesar de apoiar a decisão de Odilon de Oliveira de tentar colar em Jair Bolsonaro.

Expulso do Grupo

Após a cansativa reunião, Renato Vidigal entrou no carro e partiu de Campo Grande em direção à Dourados. No meio do caminho, ao visualizar o grupo oficial da campanha de Odilon de Oliveira no WhatsApp, do qual participa desde a pré-campanha e apresenta sugestões pertinentes à disputa eleitoral, Renato Vidigal descobriu que havia sido expulso (excluído) por um dos coordenadores da campanha do ex-juiz.

 

Repercussão Negativa

Com sangue nos olhos, Renato Vidigal reclamou para outras lideranças do PDT da decisão da coordenação de excluí-lo do grupo que pensa a campanha eleitoral. Ato contínuo, alguém correu para adicionar novamente Renato Vidigal no grupo de Odilon de Oliveira no WhatsApp, mas a emenda saiu pior que o soneto, com o secretário municipal de Saúde de Dourados falando poucas e boas para os caciques pedetistas.

Desabafo de Vidigal

A Malagueta teve acesso à íntegra da conversa que Renato Vidigal postou no grupo da coordenação de campanha de Odilon de Oliveira e reproduz o inteiro teor: Boa tarde, não preciso que ninguém me exclua de grupo nenhum… eu saio sozinho! Estou na estrada voltando da reunião do Diretório Estadual do PDT, do qual sou titular. De Dourados estavam presentes Eu, Ana e Ramim. Na reunião o juiz reiterou o compromisso com o PDT e com a sociedade sul-mato-grossense. União a todos nesse momento. Mas… volto a dizer, eu saio sozinho. Abraço a todos. Detalhe: continuo como titular do Diretório Estadual do PDT”. Após a postagem, Renato Vidigal saiu do grupo de WhatsApp.

Ataques de Dagoberto

Ao mesmo tempo em que o PDT se reunia para tentar acertar o compasso final da campanha e seduzir os eleitores de Jair Bolsonaro, o deputado federal Dagoberto Nogueira, principal mentor e articulador da campanha de Odilon de Oliveira ao governo do Estado, atacou duramente o candidato do PSL à Presidência da República durante entrevista na manhã de ontem para uma emissora de rádio de Campo Grande.

Dagoberto x Bolsonaro

Ao ser questionado sobre o que ele (Dagoberto) esperava de um eventual governo de Jair Bolsonaro, o pedetista (que certa vez comparou Dourados ao rabo de cavalo, porque só cresce pra baixo), declarou que o candidato à Presidência da República não tem capacidade nem para ser prefeito de Jaraguari, município de Mato Grosso do Sul que tem menos de 7 mil habitantes, quanto mais para ser presidente da República.

Críticas de Dagoberto

Dagoberto Nogueira afirmou que a avaliação de incapacidade de Bolsonaro para governar o Brasil partiu da convivência de ambos na Câmara dos Deputados. “O Bolsonaro, eu convivo com ele e sei que ele não tem preparo, mas tomara que ele monte uma equipe boa, ele não tem preparo nem para ser prefeito de Jaraguari, quanto mais pra ser presidente do Brasil”, disparou. “Estarei lá no Congresso Nacional e que vou rezar muito pra que aquele que for eleito monte um bom governo”, completou.

Fonte https://diarioms.com.br/

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