terça-feira , 15 outubro 2019
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SUPOSTO LÍDER DO COMANDO VERMELHO NO PARAGUAI E PRESO A PEDIDO DO MPF DO BRASIL

Suposto líder do Comando Vermelho, Néstor “Bigode” Báez Alvarenga, foi preso na manhã de quarta feira (20) em Assunção, capital do Paraguai. Considerado um dos homens mais procurados da América do Sul, o narcotraficante estava desaparecido desde 2011 depois de ser preso e liberado por falta acusações contra ele.

Na semana passada, o Ministério Público Federal pediu ao Paraguai a extradição do criminoso. Ele foi encontrado em uma luxuosa mansão, no bairro Los Laureles, onde morava com sua família. A localização só foi possível após meses de monitoramento no local.

Em entrevista à rádio ABC Cardinal, o comandante da Polícia Nacional paraguaia, Bartolmé Báez, afirmou que a prisão só foi possível após muito sigilo dos policiais. “Ele foi seguido. Levamos tempo e muita paciência. Ele tinha pedidos de extradição e por isso saía pouco e passou desapercebido. Assim não teria sido acpturado aqui”.

Conforme informações da promotoria de Justiça do país vizinho, vários documentos foram apreendidos na residência com o nome de Pablo Benítez. A investigação vai confirmar se esta era a identidade falsa utilizada por Néstor durante todo este tempo que esteve foragido.

Para a polícia brasileira “Bigode” é um dos braços direito de Fernandinho Beira-Mar. Eles atuavam junto no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no abastecimento do CV nos morros do Rio de Janeiro. Mesmo depois de preso, Beira-Mar enviava aos seus comparsas bilhetes dando ordens para a continuidade do tráfico de cocaína que chegava até as favelas cariocas sob o comando do paraguaio.

Em entrevista hoje pela manhã, Néstor Báez Alvarenga negou qualquer participação em facções criminosas. “Eu nunca fui preso com uma grama de droga. Me colocam envolvido com o CV por ter vivido apenas em região de fronteira”, se defendeu.

Bigode ainda afirmou que nunca pisou em solo brasileiro. “Nunca viajei para o Brasil. Estava sempre em casa. Para me prender bastou tocar a campainha”. Mesmo assim ele tentou fugir da polícia durante a abordagem. “Fiz isso porque sei que tenho um pedido de extradição da justiça brasileira”, concluiu.

Sobre a origem dos bens e da grande fortuna que acumula, o suspeito alega que tudo é fruto do trabalho que fez durante toda sua vida. Dono de uma transportadora, ele chegou a ser preso 1998 por um carregamento de 35 quilos de cocaína no Chaco. Báez alegou que ele só fez isso para ajudar “um amigo” e que teve um colapso nervoso com a situação. “Eu não tinha ideia da presença de drogas em um fundo duplo do caminhão”.

Na época Bigode teve prisão domiciliar decretada. A medida foi posteriormente revogada e o réu escapou da Justiça, se apresentando somente em 2007 à Corte. Ele foi condenado em 2008 a apenas dois anos de prisão como cúmplice do tráfico de 35 quilos de cocaína no Chaco.

FONTE: Correiodoestado

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