domingo , 21 outubro 2018
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PONTA PORÃ SERA PALCO DA CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA POLIOMIELITE E SARAMPO

O Dia D da Campanha está marcado para 18 de agosto e a meta é vacinar ao menos 95% das crianças dessa faixa etária. A Secretaria de Estado de Saúde vai distribuir as doses da vacina tríplice para os municípios que iniciarão os seus cronogramas de vacinação. Em Mato Grosso do Sul, no ano passado, a cobertura foi de 88%. Diferentemente de outros estados, em Mato Grosso do Sul não será realizada uma campanha de vacinação contra sarampo voltada para adultos.

Esta estratégia tem como objetivo manter elevada cobertura vacinal contra a paralisia infantil nos municípios, visando evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite, pois, apesar dos progressos alcançados desde o início do programa global de erradicação da doença, a mesma permanece endêmica em três países (Afeganistão, Nigéria e Paquistão). Além disso, outros países são considerados de risco para o agravo, especialmente naqueles com baixa cobertura vacinal, bolsões de não vacinados e que mantêm viagens internacionais ou relações comerciais com estes países.

Com relação ao sarampo apesar dos esforços empreendidos desde o início do programa de eliminação nos últimos anos, casos da doença têm sido reportados em várias partes do mundo e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitos países permanecem endêmicos para o sarampo, principalmente, aqueles com baixa cobertura vacinal e bolsões de não vacinados.

Em 2016, a OMS declarou a região das Américas área livre do sarampo. Mas o vírus voltou a circular em 11 países das Américas em 2018. A Venezuela é o país com maior incidência da doença, concentrando 85% dos casos. Com a crise financeira e política no país, muitos venezuelanos têm buscado abrigo em países vizinhos, entre eles o Brasil, o que pode ter ajudado a disseminar a doença.

Desse modo, reforça-se a necessidade da realização da campanha contra a poliomielite e contra o sarampo, a fim de captar crianças ainda não vacinadas ou que não obtiveram resposta imunológica satisfatória à vacinação, minimizando o risco de adoecimento dessas crianças e, consequentemente, reduzindo ou eliminando os bolsões de não vacinados.

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