segunda-feira , 21 maio 2018
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ANISTIA INTERNACIONAL PEDE JUSTIÇA E REPARAÇÃO A FAMILIAS DE PAU D’ARCO

Em 2017, um grupo de trabalhadores rurais organizados na Associação dos Trabalhadores Rurais de Pau D’Arco, ocuparam uma fazenda improdutiva na cidade de Pau D’Arco, no sul do Pará. Eram famílias sem-terra, que lutavam pela reforma agrária. 

No dia 24 de maio de 2017, uma operação de reintegração de posse realizada conjuntamente pelas polícias civil e militar resultou na morte de dez desses trabalhadores e trabalhadoras rurais. Dos dez mortos, sete pertenciam à família da presidente da Associação e líder do acampamento, Jane Júlia de Oliveira. Cerca de duas semanas depois do massacre, outra liderança da comunidade foi morta, horas depois de deixar o acampamento para ir à uma cidade vizinha. Apesar do grande perigo, os trabalhadores e trabalhadoras não desistem de lutar por justiça e reparação e permanecem na luta pela reforma agrária..

Em maio de 2018, o massacre que ficou conhecido como Massacre de Pau D’Arco completa um ano. As investigações estão sendo conduzidas por uma equipe independente da polícia federal, e em abril de 2018, se iniciou o julgamento do caso, que está em curso. Porém, ainda não se sabe quem foram os mandantes do crime e até o momento os sobreviventes do massacre e os familiares das vítimas não receberam qualquer apoio ou reparação pelo crime. Portanto, a luta por justiça, assistência e reparação continua. Você pode fazer a diferença nesse caso

EU ME IMPORTO
Peça ao Estado Brasileiro que proteja as trabalhadoras e os trabalhadores rurais e garanta reparação, assistência e justiça para os sobreviventes e familiares das vítimas do massacre de Pau D’Arco. Assinando esta petição, um e-mail será enviado automaticamente em seu nome para o Ministro da Justiça. Entre ação, mostre que você se importa e que o caso não pode ficar sem resolução. 
IMPORTANTE SABER
Depois do Massacre de Eldorados dos Carajás, que resultou na morte de 21 pessoas em 1996, também no estado do Pará, o Massacre de Pau D’Arco foi uma das maiores chacinas do Brasil no campo em 20 anos. Segundo o recente relatório da Comissão Pastoral da Terra, 2017 foi o ano mais violento desde 2003 e o Pará, novamente, o estado com mais mortes. Os registros feitos pela CPT desde 1985 apontam a ocorrência de 1.438 casos de conflito no campo que deixaram 1.904 vítimas até 2017. Destes, apenas 113 foram julgados, ou seja, 8% dos casos. Investigar o Massacre de Pau D’Arco é essencial também para romper o ciclo de impunidade e violência no campo. 

Juntos, somos capazes de fazer mudanças positivas, exigindo justiça, liberdade e dignidade a todos.

Com esperança,

Anistia Internacional Brasil

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