domingo , 16 dezembro 2018
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DENUNCIA DA JBS COLOCA NA CORDA BAMBA GOVERNO INDECISO E SUPOSTAMENTE MILIONÁRIO EM MS

A denúncia da JBS, de que pagou R$ 38,4 milhões em propinas a Reinaldo Azambuja (PSDB), eleito com a fama de que nunca se envolveria em corrupção por ser milionário e segundo governador mais rico do País, foi apenas um dos casos inesperados e absurdos que causaram indignação da população sul-mato-grossense em 2017.

A delação premiada da JBS jogou praticamente toda a classe política sul-mato-grossense na lama e envolveu Michel Temer (PMDB), o primeiro presidente denunciado por corrupção passiva, obstrução da Justiça e de chefiar organização criminosa. Ele foi gravado comprando o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB), notório corrupto e já condenado a 14 anos de prisão por corrupção pelo juiz Sérgio Moro.

Mesmo preso, Cunha mantém influência. Geraldo deve ir às urnas em busca de novo mandato. Marun ainda pode ser candidato, mas já tem desculpa para não sair: continuar ministro.

Quatro deputados federais – Elizeu Dionizio e Geraldo Resende, do PSDB, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (DEM) e Carlos Marun (PMDB) – ignoram a revolta da opinião pública e rejeitaram dois pedidos da Procuradoria Geral da República para julgar Temer pelos seus crimes. O quarteto da maldade seguiu unido na aprovação da Reforma Trabalhista, que eliminou direitos e deverá dificultar acesso dos trabalhadores à Justiça.

Na esfera estadual, a Força-Tarefa do MPE protocolou 11 denúncias por fraude, superfaturamento e desvio de recursos na operação tapa-buracos. O principal alvo é o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), que nega as denúncias, mas enfrenta o pedido de bloqueio de R$ 2,9 bilhões.

A Operação Coffee Break, que apura a suposta compra de votos para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP) em março de 2014, patina na Justiça. O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal, ainda não decidiu se aceita ou rejeita a denúncia, que envolve poderosos, como Puccinelli, Nelsinho, o ex-prefeito Gilmar Olarte, e o dono da Proteco, João Amorim.

A Justiça não é apenas morosa. O ano foi marcado pela ação da presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, para livrar da cadeia o filho, o empresário Breno Fernando Solon Borges, 38 anos, preso com 129 quilos de maconha, arma de fogo e munições de fuzil calibre 762. Ele também é acusado de vender armas de grosso calibre e ajudar na fuga do chefe de facção criminosa.

Diante de tanto escândalo e denúncias de corrupção, a população continua sofrendo com a falta de médicos e remédios nos postos de saúde. Crianças começaram as aulas na rede municipal sem uniformes e kits escolares.

Apesar de tudo, os políticos não só mantiveram os velhos hábitos, com usaram o prestígio obtido nas urnas para dar respaldo inovador aos costumes condenáveis.

Marquinhos contratou, sem licitação e por R$ 24 milhões, sete empresas para tapar os buracos na Capital. O irmão vem sofrendo desgastes por causa dos contratos milionários firmados no segundo mandato. E ainda culpou o Tribunal de Contas por intervir no certame.

O prefeito não fez licitação para escolher as fornecedoras dos uniformes, que custaram 81% mais e ainda foram entregues com atraso de cinco meses.

Enquanto o povo sofre as consequências da corrupção, os políticos não procuram garantir transparência, fim dos esquemas e assegurar à sociedade a certeza de que acabaram com os negócios escusos.

Quando se esperava que a situação não ficaria pior, centenas celebraram a indicação de Carlos Marun como ministro da Secretaria de Governo. Puccinelli confirmou que será candidato a governador pela terceira vez em 2018.

Marun não deve ser candidato se André for para a disputa, porque terá cargo certo em eventual governo do peemedebista.

Azambuja posa de indeciso, mas o ex-chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, investigado em outro esquema de corrupção, percorre o Estado articulando a reeleição do amigo.

Como as coisas demoram no Brasil, quando o suspeito é milionário e poderoso político, as eleições de 2018 vão acabar se convertendo em uma espécie de julgamento final.

Somente aí poderemos dizer se o Brasil começou a mudar ou tudo continua na mesma, ou seja, aqui é a terra do herói sem nenhum caráter, eternizado no romance Macunaíma, que se reinventa a cada tempo.

Aliás, os partidos já deram o primeiro passo para mudar e continuar na mesma. O PMDB não afastou nenhum corrupto, mas mudou de nome para MDB.

Fonte http://www.ojacare.com.br

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