segunda-feira , 19 novembro 2018
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PARTIDO QUE RECUSOU BOLSONARO SONHA ALTO NO ESTADO DO MS PARA 2018

O PSL passa por um estado de sublimação, que irá culminar em 2018 no Livres. Embora muitas legendas estejam mudando de nome, pelo menos nesse caso, a metamorfose não diz respeito a apenas deixar o “p” de lado, e adotar uma palavra como vocativo do projeto. O jeito escolhido para realizar essa transição, no caso desse partido, tem a ver com um método que desafia nas próximas eleições a tese de que o tradicionalismo pesa, e define tudo na política nacional.

Vale lembrar que a preocupação com um conceito novo, e liberal, é tão grande que o Jair Bolsonaro, více-lider nas pesquisas sobre a disputa para presidente da República, foi recusado formalmente pelo grupo. “Não estamos mais nesse estigma, graças a Deus! O país mudou, a consciência das pessoas também, o que ajuda o Livres debater com mais atenção do público o seu programa de desenvolvimento. Não quisemos só trocar de nome, o que o PSL vive é um verdadeiro processo de transformação, e não se trata de renovar por renovar. Nossa nova identidade está sendo construída por etapas e de maneira democrática. Nenhum partido escolheu essa linha”, pontua o secretário-geral do Livres-MS, Marcos Afonso Ferreira, gestor de 35 anos, que também atua na Prefeitura de Campo Grande. No Executivo ele, durante 2017, deu contribuições decisivas de inovação em três pastas: Sectur (Secretaria de Turismo e Cultura), Semed (Educação) e na Segov (Governo). Marcos é o exemplo do que a administração pública pode ganhar quando abre espaço para lideranças jovens, mas com expertise no que fazem. Na Sectur, ele participou de um grupo de trabalho que tinha a missão de apresentar a minuta do projeto do Plano Municipal de Turismo. Já na Semed, projetos de ações técnicas, que facilitem futuramente a comunicação entre famílias e a rede pública, foram abraçados por ele e uma equipe como objetivos.

Lotado no gabinete do prefeito Marquinhos Trad, o “coringa da inovação” recebeu depois a tarefa de ajudar na implementação de sistemas do conceito Smart City, o que lida com soluções tecnoló- gicas e sociais que ajudem no acesso do cidadão a serviços e melhor qualidade de vida. Todavia, não é esse o Marcos que deverá ser o principal candidato do Livres-MS em 2018. Um xará , neste momento, é a estrela da companhia, justamente por ser no próximo pleito o primeiro candidato já financeiramente viabilizado. Marcos Silva, também da executiva regional do partido foi aprovado na triagem do Renova BR, um fundo cívico de apoio à renovação da política no Brasil. Pré-candidato a deputado federal, Marcos Silva, de 31 anos, terá suporte de um cofrinho com depósitos de patronos como Luciano Huck, Abílio Diniz e o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho. “Ele foi escolhido entre concorrentes do país todo. Nossa meta está na eleição de um deputado federal e dois estaduais. Fora isso, o nosso objetivo estrutural é completar a transição do PSL para o Livres”, cita Marcos Afonso.

Há vinte anos, o Congresso Nacional aprovou a reeleição para cargos de Executivo, e, desde então, nenhum governador de Mato Grosso do Sul perdeu a chance de seguir com o seu projeto de gestão por mais um mandato. Nesse ínterim, toda reeleição veio no 2º turno, e apenas em 2002 um candidato local dividiu o palanque com um presidenciável do mesmo partido. Para 2018, Reinaldo Azambuja, ainda figurando em terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, coloca à prova esse tabu, e precisará no segundo tempo da disputa até buscar um ‘plano alternativo’, por conta do momento do PSDB. No último estudo do instituto Paraná Pesquisas, 60% dos entrevistados afirmaram rejeição à possibilidade de voto em Geraldo Alckimin, atual presidente do PSDB e provável candidato do partido à presidente. O levantamento, realizado em 164 municípios do Brasil, em todos os estados, foi promovido entre 18 e 21 de dezembro, com consulta a 2.020 eleitores. No caso da intenção declarada de apoio, a margem do tucano é praticamente mínima, identificada em 3,6% da amostragem, 11,5% a menos que o segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSC). Luis Inácio Lula da Silva (PT) lidera a estimulada com 17,9% e Marina Silva (Rede) aparece na terceira colocação tendo 4,8%. Mantida essa tendência na escala nacional e com Reinaldo levando a possibilidade da sua reeleição ao 2º turno, dessa vez o PSDB de Mato Grosso do Sul deve buscar sintonias com a Rede ou o partido que abrigar Jair Bolsonaro no seu projeto eleitoral. (DG).

Fonte Danilo Strategia

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