segunda-feira , 21 maio 2018
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FUNCIONARIO PUBLICO E ACUSADO DE ABUSO SEXUAL EM CIDADE DO INTERIOR DO MS

Funcionário publico de Gloria de Dourados no estado do Mato Grosso do Sul e acusado de abusar sexualmente de três sobrinhas.

A denúncia foi feita pelos pais de uma menina de 10 anos, contra um tio da criança um funcionário publico, identificado como, L.A.C.N, (53) da cidade de Gloria de Dourados e posteriormente outros relatos de abusos contra o suspeito surgiram de outras sobrinhas e familiares, mas alguns ainda não foram denunciados à polícia. Os casos correm em segredo de Justiça. Conforme os pais da vítima de 10 anos, em uma conversa entre o casal sobre pedofilia e abuso sexual infantil há aproximadamente dois meses, a filha mais velha perguntou o que era cada coisa e qual a diferença entre uma e outra. De uma forma lúdica, para que a criança p u d e s s e entender, a mãe então e x p l i c o u que havia dois tipos de toques, um de carinho e outro de carícia e que este não era para acontecer. “A gente falou para ela que iria fazer uma brincadeira, então minha esposa fingiu estar passando protetor solar nela de um jeito normal e perguntou se ela sentia algo e ela disse que não. Em seguida ela passou o protetor de uma forma mais lenta, como uma carícia e pegou na perna da nossa filha, que relatou sentir cócegas, mas recuou com cara de assustada. Nesse momento a mãe falou que ela não podia deixar que ninguém fizesse essas cócegas nela, nem eu, nem os avós, nem a mãe, nem tios, ninguém e então ela começou a chorar”, detalhou o pai, de 31 anos. Depois da reação inesperada da filha, os pais perguntaram o que havia acontecido e se já tinham feito algo parecido com ela. Assustada a criança disse que sim e contou que o autor seria o marido da irmã de sua avó, uma pessoa de confiança, que inclusive tinha autorização para buscar a vítima na escola. “Ela ficava na hora do almoço na casa deles, que na verdade é casa da avó do meu marido. Ele era de confiança, às vezes pegava ela na escola antes de eu chegar do serviço, nunca que iríamos imaginar uma coisa dessas”, contou a mãe. Durante a conversa, a menina relatou ainda que a primeira vez aconteceu quando ela ainda teria 8 anos, em 2016, na casa do suspeito, onde estava toda a família, no entanto no momento do abuso eles estavam sozinhos na sala e o homem passou a mão em sua perna, colocando-a sobre sua genital, por cima da calcinha. A segunda vez teria acontecido quando ele foi buscar ela na escola. A menina relatou que sentou no banco da frente e no caminho o suspeito ficou acariciando-a. Ele ainda teria tentado uma terceira vez, mas assustada a menina passou a sentar no banco de trás do ve- ículo toda vez que era buscada pelo tio. “Ela falou que ele perguntou para ela o porquê dela não estar mais sentando na frente com ele, para que ele pudesse fazer ‘coceirinha’ nela. Ela disse que sabia que aquilo era errado, mas não sabia como nem o porquê; quando nós explicamos para ela o que seria, ela identificou e começou a chorar. Nós questionamos ainda o porquê de ela não ter contado antes, quando aconteceu, e ela disse que ele falava que era um segredo e que, se ela contasse, a mulher dele e a família ficariam muito bravas e então ela não contou. Depois disso ela só pede desculpas e se sente muito culpada por não ter falado antes”, contou a mãe.

Laudo feito por uma psicóloga atesta veracidade dos fatos ditos pela vítima Com medo do trauma e sa exposição da filha, a família decidiu se mudar da cidade para o Estado de São Paulo, onde a criança passa por tratamento psicológico e aguarda os trâ- mites da Justiça. “Quando chegamos aqui, a levamos a uma psicóloga, que depois de algumas sessões emitiu um laudo de que tudo o que ela havia contado era verdade, então a partir daí nós procuramos a polícia e registramos o boletim de ocorrência contra ele, mas ainda não o confrontamos”, informaram os pais. O registro foi feito em São Paulo e encaminhado para Glória de Dourados. O delegado responsável pelo caso, Hudson Parra, informou apenas que as investigações correm em segredo de Justiça e que o suspeito e outras testemunhas devem ser ouvidos nas próximas semanas, e que ainda não tem conhecimento sobre os outros abusos relatados. A notícia logo se espalhou entre a família. A mulher e as filhas do suspeito, no entanto, não acreditam na versão dada pela vítima e justificam a suspeita com a “liberdade” que a mãe dá à filha ao conversar sobre o assunto. “Eles falam que eu que induzi ela a falar isso, como se ela estivesse confundindo algum carinho dele com abuso e que nós queremos destruir a família deles com difamação”, disse a mãe.

Depois de 1ª denúncia, outras parentes procuraram a polícia para relatar abusos

Após a denúncia de que funcionário público, de 53 anos, de Glória de Dourados –a 283 km de Campo Grande–, teria abusado da sobrinha de sua esposa, de apenas 10 anos vir a tona, outras mulheres da família do suspeito se manifestaram relatando que também foram vítimas de crime cometido por ele. Uma das vítimas, que não será identificada, tem atualmente 31 anos e se sente culpada por não ter relatado o abuso na época e poupado outras vítimas. “Comigo aconteceu em 2007, eu tinha 20 anos e morava com eles, pela proximidade com minhas primas. Um dia eu estava no tanque e ele apareceu na porta, já com as calças abaixadas e o órgão para fora, eu perguntei o que era aquilo e ele disse para eu pegar nele, que eu iria gostar e não ia me arrepender, falando também para eu ficar tranquila que ninguém iria ficar sabendo, foi quando eu corri e sai de casa”, relatou. Uma quarta sobrinha contou abuso, mas não fez BO pois está no Japão no mesmo dia, a jovem tentou conversar com a tia, esposa do suspeito, mas por surpresa foi atacada pela parente. “Eu contei e ela me xingou de vagabunda, como se eu tivesse me insinuado e dado em cima dele, ligou até para a minha mãe falando que eu estava tentando destruir a família deles. Depois disso a gente nunca mais teve contato, mas hoje eu me sinto muito culpada, se eu tivesse falado no passado, contado e denunciado, talvez isso não tivesse acontecido com outras pessoas da família”, lamentou. Além dela, outra prima ficou sabendo dos casos e também se pronunciou, morando atualmente no Japão, a mulher não denunciou o caso oficialmente na Justiça, mas relatou a toda família que quando tinha aproximadamente 14 anos, o homem a levou para um rio e colocou a mão sobre sua vagina dizendo que estava esquentando. “Até agora, eu e mais duas primas relatamos o abuso, mas tem suspeita de outros casos na cidade, estamos nos unindo e juntando forças para denunciar”, concluiu. Além das sobrinhas, o homem também teria assediado as mulheres de outros familiares, que ainda não relataram o caso à polícia.

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