segunda-feira , 20 novembro 2017
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FALTA DE COMPROMISSO DE GOVERNADOR COM A SAÚDE PARALISA ATENDIMENTO NO HOSPITAL REGIONAL DE PONTA PORÃ

Corpo clínico do Hospital Regional de Ponta Porã paralisam atendimento e escrevem carta aberta cobrando salários da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul
O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto (Hospital Regional de Ponta Porã) está funcionando, novamente, com cerca de 30% de sua capacidade total. A paralisação se deu por conta da dívida de aproximadamente R$ 5 milhões que a Secretaria Estadual de Saúde tem com o Instituto Gerir, que administra o Hospital.
A Diretoria do Hospital mantem um dialogo constante com toda a equipe e fornecedores para garantir que o maior número possível de pessoas sejam atendidos, apesar das condições, mas admite que a situação no Hospital está piorando a cada dia pela falta dos repasses.
Os médicos anestesistas cancelaram cirurgias eletivas e ortopédicas, e comunicaram que até receberem, farão apenas cirurgias de urgência e emergência. Os funcionários do setor de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) também afirmaram que vão parar pela falta de pagamentos e insumos para os atendimentos. No pronto-socorro, os médicos iniciaram “operação tartaruga” e a Polícia Militar teve que ser chamada para conter pacientes que esperavam há horas sem atendimento.
O setor de lavanderia também fornecerá apenas 30% do enxoval necessário. Nesta manhã, funcionários do Hospital escreveram uma carta sobre o descontentamento por causa dos atrasos e colaram por todos os corredores da instituição.
O trecho inicial do documento diz, “Nosso hospital realizou nos últimos três meses uma média de 6.000 atendimentos/mês. São 200 atendimentos por dia. O mesmo número de pacientes é atendido no Einstein (Hospital Israelita Albert Einstein), com uma equipe três vezes maior. Infelizmente”.
“E com isso a piora da qualidade e quantidade de atendimento é inevitável. Na semana passada, a lavanderia passou a fornecer 30% da rouparia total, porque já se somavam quatro meses sem pagamento. Qual casa fica em pé quatro meses sem dinheiro? Por esse motivo, cirurgias eletivas de vesícula e hérnia foram canceladas. Cirurgias ortopédicas foram canceladas.”, diz outro trecho do documento.
Ainda na carta, eles relatam que a UTI completa 60 dias sem repasse e a equipe médica não recebeu pagamento referente a julho e pagamento referente a agosto já vence no próximo dia 20. “Só quem já precisou de um leito sabe sobre o atendimento de primeira linha oferecido lá. A lavanderia voltou a funcionar com a promessa de que todos os pagamentos atrasados seriam feitos até sexta-feira dia 01/09. Não foi o que aconteceu. O pagamento foi de apenas um mês dos quatro sem o devido pagamento”, descreve outro trecho do documento.
“Até quando vamos ter que esperar? Até quando a população de Ponta Porã vai ser punida, e vai deixar de receber o atendimento que merece?”, finalizam os funcionários, pedindo desculpas à população e afirmando que “não irão desistir”.

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