domingo , 25 junho 2017
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AZAMBUJA E A CONVERSA DOS MIL DIAS COM A CLASSE POLICIAL DO MS

Você com certeza já ouviu falar sobre a Guerra dos 100 anos. Mas e a Conversa dos 1 mil dias? Há três anos servidores estaduais de várias classes trabalhistas de Mato Grosso do Sul, estão sem reajuste salarial. Na última sexta-feira (9), durante reunião entre integrantes do Fórum dos Servidores e o Governo do Estado, foi pedido um prazo de 20 dias para apresentação da proposta de reajuste salarial aos servidores.

A reunião ocorrida na Governadoria, durou duas horas e como resultado foi pedido um prazo de 20 dias para a divulgação de uma proposta de reajuste salarial. Inicialmente, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou, sem haver dialogado com as categorias de servidores, um “reajuste zero”. Fato que culminou para que fosse realizado um acampamento pelos policiais civis em frente a governadoria, no Parque dos Poderes

O Secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Ridel, anunciou que no dia 3 de julho será apresentada uma proposta aos servidores e que o diálogo entre as partes continuarão.

“Vamos avançar na discussão, estamos abertos para negociação, e dependendo de algumas situações específicas que o Estado de Mato Grosso do Sul tem realizado em gestão fora, para poder obter melhoria de receita ao Estado. E com isso, nos reuniremos novamente no dia 3 de julho com essa comissão da Assembleia e com esses integrantes do Fórum, para então apresentar uma proposta concreta de reajuste aos servidores”.

Essa foi a primeira vez que a definição do percentual de reajuste salarial foi discutida após o mês de maio, data-base do funcionalismo público estadual. No dia 31 de maio o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis anunciou que os 72 mil servidores estaduais, ativos e aposentados, não teriam reajuste também este ano. Atualmente o Governo gasta mensalmente R$ 450 milhões com pessoal.

Nota – O Fórum dos Servidores, grupo que reúne 20 sindicatos das 42 categorias de servidores públicos estaduais, divulgou na semana passada uma nota repudiando a atitude do Estado em não reajustar os salários dos servidores. Em um dos trechos, o grupo explica que apenas uma parte dos fatos está sendo divulgada e não se vê transparência por parte do Estado.

Além disso, o texto afirma também que o Estado alega haver queda na arrecadação devido à “crise”, porém, continua a conceder e renovar isenções tributárias para diversos setores da indústria e agronegócio sem critérios definidos e garantias de benefícios à população do Estado.

“Na contramão do discurso de crise insiste em contratos milionários de serviços terceirizados, que poderiam sustentar a folha de pagamento dos servidores por vários anos, quando não os reajusta pelo índice inflacionário, com pagamentos retroativos. Não age com transparência e apenas mostra uma parte dos fatos”, cita um dos trechos da nota.

Diálogo – Em fevereiro do ano passado, a mesma batalha era travada pelos servidores. Na época, a vice-governadora Rose Modesto, se reuniu também na governadoria em nome de Reinaldo Azambuja, para pedir um prazo maior ao grupo e afirmou que o governo estava empenhado em valorizar as categorias e que o diálogo era importante para que a situação fosse resolvida. Pela primeira vez, após pressão , Azambuja considerou repensar sobre o “reajuste congelado” de zero por cento.

Pressão – Com o anúncio de congelamento do reajuste para os servidores estaduais, policiais civis iniciaram acampamento em frente ao prédio da Governadoria, há seis dias para pressionar a reunião com o governador Reinaldo Azambuja. O sindicato, além de pedir para que a categoria seja ouvida, solicita também que a luta pelo reajuste salarial das demais categorias que integram o Fórum dos Servidores, seja atendida.

O sindicato quer também, com o acampamento montado no local, que as promessas de campanha firmadas em 2014 com a categoria pelo governador Reinaldo Azambuja, durante campanha eleitoral, e ratificados no ano passado pelos secretários Eduardo Riedel e Carlos Alberto Assis, sejam concretizadas.

Policiais civis realizam acampamento há seis dias (Foto: Sinpol MS)

A manifestação permanece no canteiro central em frente a governadoria e mesmo com o frio, os policiais já afirmam que não irão embora até que as reinvidicações da categoria sejam ouvidas. No último sábado (10), as temperaturas na Capital tiveram a mínima de 5º graus e a máxima não passou dos 18º graus, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Uma escala de rodízio foi montada para que o atendimento à população nas delegacias não seja prejudicado durante a manifestação, porém durante o dia todos os policiais civis da ativa e aposentados estão convocados a participarem.

União – Os dirigentes sindicais e representantes de classe das áreas da saúde, segurança pública, educação e administrativo, que integram o Fórum dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul, definiram nesta segunda-feira (12) manter as mobilizações até a próxima reunião com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), marcada para o dia 3 de julho.

Reunião aconteceu na tarde desta segunda (Foto: Fórum dos Servidores)

A decisão ocorreu durante reunião na sede do Sindijus-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário). Os representantes sindicais definiram que irão participar de Ato de Apoio ao movimento do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), que estão acampados há seis dias em frente à governadoria em protesto ao Governo do Estado que não cumpriu os compromissos com servidores públicos.

“Nosso objetivo é agregar cada vez mais as categorias para fortalecer o Fórum dos Servidores Públicos e lutar por um benefício maior que atenda todo o funcionalismo público do Estado, por meio de um reajuste digno e serviço de qualidade a população”, disse o coordenador-geral do Fórum, Fabiano Reis.

Fonte http://www.rondadopantanal.com.br

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